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Eu sou o Senhor Euro
O amigo do futeuro
Sou uma pessoa divertida
Sou a moeda da europa unida.

História: Conhece a Histeurória das moedas “em vias de extinção”!

A Grécia converteu-se em 1 de Janeiro de 2001 no 12º país da zona euro.

O dracma, a moeda mais antiga da Europa, com 2600 anos de história, também desaparecerá em finais deste ano, durante o qual conviverá com o euro, com uma paridade fixa de 370.75 dracmas por euro.

Dracma, punhado em grego antigo, teve a sua origem como moeda de prata no que na actualidade é o oeste da Turquia, e valia um “punhado de flechas”. Na sua etapa moderna, o dracma voltou em 1830, com a independência da Grécia.

Bélgica: O franco belga, nascido em 1832, após a independência da Bélgica, sublinha a ligação à França, em detrimento da Holanda.

Irlanda: Até ao princípio do séc. XX, é a libra irlandesa que circula. A libra irlandesa viu o dia após a independência, em 1921. A unidade monetária do país é emitida pelo Banco Central de Irlanda, criado em 1942.

Portugal: A proclamação da República, em 1911, pôs termo ao real e introduziu o escudo, retomando a designação de antigas moedas de ouro, do tempo dos reis D. Duarte, D. Afonso V, D. João V, D. José, D. Maria e D. João VI. O sistema monetário incluía moedas de centavos que entretanto caíram em desuso. A última a sair de circulação foi a de 2$50.

Espanha: Oficialmente instituída moeda de Espanha em 1868, a peseta espanhola sucedeu ao real castelhano e retoma o nome de uma moeda reputada do séc. XVI cujo desaparecimento inquieta alguns. Outros vêm nela o símbolo da integração completa do seu país na Europa após ter superado um bom número de obstáculos.

França: Capturado pelos ingleses na batalha de Poitiers, o rei Jean II le Bon teve de pagar um enorme resgate para obter a sua libertação. Na ocasião foi cunhada uma moeda com um motivo muito simbólico para libertar o rei. Na terminologia francesa, e no vocabulário do séc. XIV, falava-se de “affranchir” (libertar) o rei. E do verbo saiu o “franc” (franco, livre). Esta moeda, no entanto, jamais circulou e o franco dividido em cêntimos só apareceu em 1795. criado em 1360, o franco desapareceu com Louis XII, em 1641. a Revolução voltou a dar-lhe vida em 1795.

Holanda: Os holandeses vão abandonar o florim, moeda medieval, introduzida pela primeira vez em 1329. foi em 1521, com Charles Quint, na época da idade de ouro da rica Flandres que o florim se impôs em todo o país. É a cópia da moeda de ouro com flores-de-liz de Florença, rebaptizada “gulden munt”, moeda de ouro em flamengo.

Luxemburgo: O franco luxemburguês, nascido em 1867, marcou a neutralidade do Grande Ducado face à Confederação Germânica. A associação económica à Bélgica (1922) desembocou num curso comum para as duas variedades de francos.

Finlândia: A markka finlandesa nasceu em 1860 por vontade do Czar Alexandre II de atribuir ao Grande Ducado da Finlândia o direito de cunhar moeda (ela substituiu o rublo). O seu nome mostra que o país está mais próximo do mundo germânico do que do espaço eslavo.

Alemanha: O marco alemão simbolizou a unificação económica em 1875, depois política, em 1876, sob a denominação da “reichmark”, substituído após a segunda guerra mundial pelo “deutchmark” (marco alemão).

Áustria: O xelim austríaco apareceu em 1924, após a inflação galopante que o país conheceu no principio dos anos 20.

Itália: A lira é o símbolo da unidade italiana, adquirida no séc. XIX; ela é a moeda oficial da Itália desde 1862 para impor a figura do rei Víctor Emmanuel e criar um espaço económico homogéneo ao nível da península.

Fonte: Chronique Européene des Pays de la Loire nº 42, citado no Jornal de Notícias